Ultrassom point of care: Como avaliar a melhor solução
- Equipe Mhédica
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O ultrassom point of care cria um contexto diferente dentro da assistência: o profissional não precisa aguardar que a imagem chegue depois da decisão clínica.
No pronto atendimento, na UTI, no centro cirúrgico, no leito de internação ou em uma clínica com alto fluxo de pacientes, essa diferença muda o ritmo da investigação e dá mais clareza ao exame físico.
A AIUM define o POCUS como o uso da tecnologia ultrassonográfica portátil diretamente ao lado do paciente, com visualização em tempo real das estruturas anatômicas para apoiar avaliações e decisões imediatas.
A mesma entidade destaca a versatilidade do método, desde trauma até procedimentos como acesso vascular e bloqueios, com a vantagem adicional de não usar radiação ionizante.
O que é o ultrassom point of care?

O ultrassom point of care é o exame ultrassonográfico realizado e interpretado pelo profissional que está conduzindo o atendimento, no próprio leito do paciente.
Na prática, o POCUS é usado para perguntas objetivas:
Há líquido livre abdominal?
Existe congestão pulmonar?
O paciente tem derrame pleural relevante?
A veia está adequada para a punção?
A bexiga está cheia?
O coração mostra sinais grosseiros de disfunção, tamponamento ou sobrecarga?
Essa objetividade torna o método muito valioso em cenários onde o tempo muda a conduta.
A forma em que o manejo terapêutico ocorre é o que mais difere do ultrassom convencional.
No modelo tradicional, o paciente muitas vezes se desloca até o setor de imagem, o exame é executado por outro profissional e o laudo retorna em outro tempo.
Já no ultrassom point of care, a imagem entra no raciocínio do atendimento em curso.
A literatura de medicina hospitalar descreve o POCUS como uma ferramenta usada para responder perguntas diagnósticas específicas e orientar procedimentos à beira do leito.
Essa integração não substitui todos os exames formais de imagem, mas organiza melhor a primeira decisão, antecipa hipóteses prioritárias e ajuda a separar aquilo que precisa de confirmação daquilo que já permite uma intervenção imediata.
Conceito de diagnóstico à beira do leito

O ultrassom point of care transforma o leito em um pequeno centro onde a inspeção, a ausculta, os sinais vitais e a imagem passam a ser integrados para se obter um raciocínio completo..
Esse modelo é importante em pacientes instáveis, como: idosos frágeis, pessoas com dor intensa, pacientes em isolamento, indivíduos internados em UTI e situações nas quais o transporte até a radiologia aumenta risco, atraso ou consumo de equipe.
O valor do POCUS aparece quando a pergunta clínica não tolera espera longa.
O desenho do exame também é diferente. Em vez de buscar uma avaliação anatômica extensa, o profissional aplica protocolos como o FAST, E-FAST, RUSH, BLUE..
Avaliando parâmetros como: Há presença de linhas B difusas? Existe deslizamento pleural? O ventrículo direito parece dilatado? O colapso da veia cava sugere hipovolemia?
Um exemplo de como esse exame tem respostas positivas é o estudo observacional de Lichtenstein, realizado em UTIs universitárias com 260 pacientes consecutivos com insuficiência respiratória aguda.
O desenho comparou os achados iniciais do ultrassom pulmonar com o diagnóstico final da equipe de terapia intensiva.
Os perfis ultrassonográficos permitiriam diagnósticos corretos em 90,5% dos casos, com sensibilidades e especificidades altas para edema pulmonar, pneumonia, DPOC/asma, embolia pulmonar e pneumotórax.
Isso reforça que o diagnóstico nessa modalidade diminui a lacuna entre a hipótese e a ação. Provando que o hospital tende a economizar, uma vez que o paciente consegue ser tratado com assertividade,o que reduz o tempo de internação em leitos
Por que hospitais e clínicas estão investindo em ultrassom point of care?

Hospitais e clínicas estão investindo em ultrassom point of care porque a pressão sobre tempo, leitos, exames, equipe e segurança tornou o diagnóstico rápido uma necessidade administrativa e clínica.
Essa conduta responde bem ao perfil atual da assistência, que exige mais resolutividade no primeiro contato.
Em clínicas, ambulatórios especializados e serviços hospitalares, a possibilidade de complementar o exame físico com imagem imediata melhora triagem, planejamento terapêutico e definição de encaminhamentos.
O fator econômico se relaciona principalmente porque o POCUS pode reduzir a solicitação imediata de exames mais caros em determinados cenários, evitar o transporte interno, acelerar altas seguras e qualificar a indicação de tomografia, ecocardiografia formal ou ultrassom radiológico completo.
Principais aplicações do ultrassom point of care na rotina assistencial

As principais aplicações do ultrassom point of care aparecem em diferentes especialidades.
Sendo importante aliado na emergência, terapia intensiva, anestesia, medicina hospitalar, clínica médica, cirurgia, nefrologia, pneumologia e alguns ambulatórios especializados:
Na avaliação pulmonar: O método ajuda a investigar congestão, pneumotórax, derrame pleural, consolidações e padrões compatíveis com edema intersticial;
Na avaliação cardíaca focada: Pode observar contratilidade global, derrame pericárdico, sinais de tamponamento, sobrecarga de câmaras direitas e estimativas úteis em choque ou dispneia;
No abdome e no trato urinário: O ultrassom point of care é usado para bexiga, hidronefrose, líquido livre, vesícula, aorta abdominal em contextos selecionados e orientação de hipóteses em dor aguda;
Em vasos e procedimentos: Auxilia acesso venoso periférico difícil, cateter venoso central, paracentese, toracocentese, bloqueios anestésicos e punções guiadas.
Equipamentos portáteis ou sistemas compactos: qual modelo escolher?

A escolha do ultrassom point of care começa pelo local onde ele será usado, pela necessidade da equipe, pelo tipo de paciente atendido e pela frequência com que a imagem precisa entrar na decisão clínica.
Um aparelho pode ser excelente no papel e pouco funcional em uma UTI cheia, em um pronto atendimento com alta rotatividade ou em uma clínica que precisa de exames rápidos entre consultas.
Os modelos portáteis, especialmente os ultraportáteis conectados a tablet ou celular, fazem sentido quando a mobilidade é o principal ganho.
Eles circulam com facilidade, ocupam pouco espaço e atendem bem situações em que o ultrassom point of care precisa responder perguntas objetivas.
Os sistemas compactos, por outro lado, entregam uma experiência mais próxima do ultrassom tradicional, com tela maior, melhor ergonomia e mais estabilidade para exames repetidos.
A imagem pode ser tecnicamente melhor, mas o ganho real está na previsibilidade durante o uso.
Antes de decidir, a instituição precisa responder algumas perguntas simples:
O ultrassom point of care será usado no leito, na sala de procedimento ou em consultório?
A equipe precisa de máxima mobilidade ou de uma tela maior para exames mais detalhados?
O uso será eventual, diário ou intensivo?
O equipamento precisa circular entre setores?
A aplicação principal será diagnóstica ou procedimental?
Haverá necessidade de registro, armazenamento de imagens e integração com outros sistemas?
O equipamento portátil favorece o deslocamento facilitado; o sistema estacionário oferece maior conforto, estabilidade e uso mais estruturado.
Tendências que estão impulsionando o mercado de ultrassom point of care

O mercado de ultrassom point of care cresce porque as instituições de saúde querem depender menos de fluxos lentos para perguntas clínicas que não precisam esperar horas, e o uso de equipamentos portáteis tem aumentado essa tendência.
Relatórios da MarketsandMarkets estimam que o mercado global de ultrassom portátil avance de US$ 2,49 bilhões em 2025 para US$ 3,83 bilhões em 2030, com crescimento anual composto de 9%.
A análise associa esse avanço à maior demanda por diagnóstico no ponto de cuidado, dispositivos handheld, melhora da bateria, evolução da qualidade de imagem e recursos assistidos por inteligência artificial.
As tendências mais fortes aparecem em pontos bastante concretos da rotina:
Aparelhos menores e mais fáceis de transportar;
Sondas sem fio conectadas a dispositivos móveis;
Presets por aplicação clínica;
Armazenamento digital das imagens;
Apoio de inteligência artificial na aquisição e em medidas;
Maior presença do POCUS em emergência, UTI, anestesia e clínicas privadas;
Modelos de compra e locação mais flexíveis para implantação gradual.
Compra ou locação de ultrassom point of care?

A locação de ultrassom point of care pode ser uma boa alternativa quando há:
Projeto-piloto em pronto atendimento, UTI ou clínica;
Necessidade temporária por aumento de demanda;
Interesse em testar diferentes modelos antes da compra;
Expansão de serviço sem investimento inicial alto;
Substituição provisória de equipamento parado;
Implantação gradual do POCUS em mais de um setor.
A compra, por sua vez, costuma ser mais adequada quando o uso é intenso, previsível e já incorporado ao protocolo da instituição.
Nesse caso, o equipamento próprio pode dar mais autonomia, facilitar a padronização e reduzir custos no longo prazo.
Como a Mhédica apoia projetos de implementação de ultrassom point of care?
A implementação de ultrassom point of care pode não ser tão acertivo r quando a instituição compra o equipamento antes de entender o próprio fluxo
O aparelho chega, impressiona na demonstração, mas depois fica subutilizado porque ninguém definiu onde ele entra, quem opera, quais exames serão priorizados e como a manutenção será conduzida.
A Mhédica pode apoiar justamente nessa etapa mais sensível: transformar a intenção de usar POCUS em um projeto viável para a rotina hospitalar ou clínica.
A Mhédica atua com venda, locação e soluções para diferentes áreas da saúde, incluindo imagem diagnóstica, suporte à vida e monitorização.
Esse portfólio permite que o projeto de POCUS não seja tratado como uma compra isolada, mas como parte da operação assistencial, podendo incluir:
Indicação do modelo mais adequado ao perfil do serviço;
Comparação entre equipamento portátil e sistema estacionário;
Avaliação entre compra e locação;
Demonstração para gestores e profissionais da assistência;
Orientação sobre acessórios e aplicações;
Suporte técnico para reduzir interrupções na rotina;
Planejamento de implantação por setor.
Conclusão

A presença do ultrassom point of care na rotina hospitalar cresceu porque ele resolve a necessidade de aproximar o diagnóstico por imagem da tomada de decisão à beira do leito.
O sucesso dessa adoção exige planejamento técnico e financeiro, cruzando as demandas da equipe médica com o modelo ideal de aquisição.
Para avaliar qual caminho faz mais sentido para a sua operação, visite o showroom da Mhédica.
Ver os aparelhos em funcionamento e discutir a realidade do seu serviço com especialistas ajuda a desenhar um projeto muito mais seguro, seja optando pela compra ou pela locação.




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