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Tipos de ultrassom: da imagem básica ao diagnóstico avançado

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Os diferentes tipos de ultrassom funcionam a  partir do mesmo fenômeno físico: a emissão de ondas acústicas, a interação dessas ondas com os tecidos e a recepção dos ecos pelo transdutor. 


O equipamento converte os sinais eletrônicos e sonoros em imagens anatômicas, como registros do fluxo sanguíneo, tanto de forma qualitativa como quantitativa.


O aparelho disponível também influencia as possibilidades. 

Por isso, o nome do exame nem sempre descreve apenas o órgão avaliado. Ele também pode indicar o transdutor empregadoe o modo de imagem utilizado para complementar a investigação.


Saiba mais sobre os tipos de ultrassom e como a Mhédica pode te orientar na escolha do melhor modelo para sua instituição. 


Por que existem tantos tipos de ultrassom?

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Os diferentes tipos de ultrassom existem para cobrir as diversas demandas clínicas

Cada modo processa os ecos de uma forma própria e prioriza determinada informação clínica.

O modo B converte a intensidade dos ecos em pontos com diferentes níveis de brilho. 


A disposição desses pontos produz um corte bidimensional que permite reconhecer contornos, espessuras, órgãos, líquidos e alterações estruturais.


Quando o objetivo consiste em acompanhar o deslocamento de uma estrutura, o equipamento precisa privilegiar a resolução temporal. 


O modo M registra repetidamente uma única linha e mostra como os elementos atravessados por ela se movimentam ao longo do tempo.


O Doppler atende outra finalidade. Ele utiliza as mudanças de frequência provocadas pelos elementos móveis para estimar características do fluxo, incluindo a direção e a velocidade, conforme a modalidade selecionada.


Os principais fatores que explicam a diversidade incluem:

  • Profundidade da estrutura examinada;

  • O tamanho e a composição do órgão;

  • Necessidade de observar movimentos rápidos;

  • A presença de vasos e fluxos de diferentes velocidades;

  • A importância de medir um ponto específico;

  • A necessidade de reconstrução volumétrica;

  • A especialidade e o protocolo clínico.


A escolha do transdutor também interfere no resultado. As sondas lineares, convexas, setoriais e volumétricas produzem campos de visão diferentes e trabalham em faixas de frequência adequadas a determinadas profundidades.


Quais são os principais modos de imagem da ultrassonografia?

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Os modos de imagem se diferem pela maneira como os ecos são organizados na tela. 

Essa classificação inclui recursos destinados à anatomia, ao movimento e à aquisição de volumes.


As diferenças podem ser resumidas da seguinte maneira:

  • Modo B: produz cortes anatômicos bidimensionais;

  • Modo M: registra o movimento ao longo do tempo;

  • Modo 3D: reconstrói um volume estático;

  • Modo 4D: apresenta volumes tridimensionais sucessivos.


Essas modalidades não competem entre si. O exame 3D depende de uma aquisição anatômica adequada, enquanto o 4D utiliza a mesma lógica volumétrica com atualização contínua.


Os sistemas atuais podem apresentar dois planos simultâneos ou combinar a anatomia com informações de fluxo. 


Ultrassom em modo B ou bidimensional

O modo B é o formato anatômico mais utilizado entre os tipos de ultrassom. 

A letra vem de brightness, ou brilho, porque a intensidade de cada eco recebido é representada por um ponto mais claro ou mais escuro na tela.


O transdutor envia pulsos acústicos e aguarda o retorno dos ecos. O sistema considera o tempo necessário para cada sinal retornar e calcula a profundidade aproximada da estrutura que o produziu.


Os ecos mais intensos geram pontos claros, enquanto regiões que refletem pouca energia aparecem mais escuras. Os líquidos simples costumam produzir áreas anecoicas, e as interfaces com forte reflexão podem formar imagens hiperecogênicas.


A união de várias linhas cria um corte em duas dimensões. Esse plano apresenta altura e largura, enquanto a profundidade corresponde à distância entre o transdutor e as estruturas mostradas na imagem.


O modo B permite avaliar:

  • A forma e as dimensões dos órgãos;

  • A espessura dos tecidos;

  • A presença de líquidos;

  • Os contornos e as relações anatômicas;

  • A textura ultrassonográfica;

  • A posição de agulhas durante procedimentos;

  • A área que receberá a amostra Doppler.


A imagem costuma ser atualizada rapidamente conforme o transdutor se move. 

Essa característica permite acompanhar o deslizamento dos tecidos, a compressibilidade e a passagem de estruturas pelo campo.


Ultrassom em modo M

O modo M registra o movimento das estruturas atravessadas por uma única linha do feixe ultrassônico. A letra representa motion, ou movimento, e indica que a prioridade desse modo está na variação temporal.


O operador posiciona um cursor sobre a imagem bidimensional e seleciona a região que deseja acompanhar. 

O equipamento repete a aquisição naquela direção e organiza os ecos sucessivos em um gráfico contínuo.


A profundidade aparece no eixo vertical, enquanto o tempo avança horizontalmente. 

Uma estrutura imóvel forma uma linha estável, ao passo que um elemento em deslocamento produz um traçado ondulado ou inclinado.


Essa construção oferece elevada resolução temporal, porque o sistema não precisa formar repetidamente uma área bidimensional inteira. 


O modo M é utilizado principalmente para:

  • Observar o movimento das paredes cardíacas;

  • Acompanhar a abertura e o fechamento das válvulas;

  • Medir dimensões ao longo do ciclo cardíaco;

  • Documentar a atividade cardíaca embrionária ou fetal;

  • Avaliar o movimento do diafragma;

  • Registrar o deslocamento de determinadas interfaces.


Ultrassom tridimensional — 3D

O ultrassom tridimensional reúne múltiplas informações bidimensionais para formar um conjunto volumétrico. 

A reconstrução acrescenta o eixo da profundidade aos dois planos já presentes na imagem convencional.


A aquisição pode ocorrer por meio de um transdutor volumétrico, de uma varredura mecanizada ou da movimentação controlada da sonda. 


O sistema registra uma sequência de planos e utiliza o software para organizá-los dentro de um volume.

Após o armazenamento, o profissional pode girar a imagem, ajustar o recorte e examinar a anatomia por diferentes perspectivas. 


A reconstrução multiplanar permite visualizar planos ortogonais e acessar uma orientação que não foi obtida diretamente pelo transdutor.


Entre os recursos do ultrassom 3D estão:

  • A visualização simultânea de diferentes planos;

  • A reconstrução de superfícies;

  • O cálculo de volumes;

  • A análise espacial de lesões;

  • O estudo de cavidades e contornos;

  • A revisão posterior da aquisição armazenada;

  • A comunicação visual com a equipe assistencial.


Os tipos de ultrassom tridimensionais também utilizam diferentes formas de renderização. 

O sistema pode destacar superfícies, intensidades médias, elementos de maior ecogenicidade ou estruturas hipoecoicas conforme a finalidade da avaliação.


Ultrassom em tempo real — 4D

O ultrassom 4D corresponde à aquisição e à apresentação contínuas de volumes tridimensionais. As três dimensões representam altura, largura e profundidade, enquanto a quarta dimensão corresponde ao tempo.


A denominação “tempo real” precisa ser interpretada com precisão. 

O modo B convencional também exibe imagens em movimento, porém trabalha com cortes bidimensionais; o 4D mostra sucessivos volumes 3D durante o movimento da estrutura.


O equipamento adquire um conjunto volumétrico, processa os dados e atualiza a reconstrução repetidamente. O resultado permite observar uma superfície, um órgão ou uma cavidade enquanto a anatomia se movimenta.


O modo 4D pode auxiliar:

  • A observação de movimentos fetais;

  • Análise dinâmica de estruturas cardíacas;

  • A orientação de determinados procedimentos;

  • O acompanhamento de válvulas e cavidades;

  • A visualização espacial durante intervenções;

  • A avaliação de relações anatômicas móveis.


Quais são os diferentes tipos de ultrassom Doppler?

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O efeito Doppler surge quando existe movimento relativo entre o transdutor, o feixe e o alvo. 

A frequência do eco recebido sofre uma mudança cuja magnitude depende da velocidade, da frequência transmitida e do ângulo de insonação.


Cada modalidade apresenta uma parte diferente da informação. 

O Doppler colorido localiza visualmente o fluxo dentro de uma região, enquanto o Doppler espectral organiza as velocidades ao longo do tempo e permite realizar medidas.


O Doppler espectral constitui uma categoria que inclui o Doppler pulsado e o contínuo. 

Portanto, os três termos não descrevem modalidades completamente independentes: PW e CW são formas de gerar o espectro velocidade-tempo.


As diferenças centrais incluem:

  • Doppler colorido: mapeia a direção e a velocidade média sobre o modo B;

  • Power Doppler (também chamado de Angio Doppler ou Energy Doppler) é um modo de ultrassom que representa a

  • intensidade (potência) do sinal Doppler, em vez da velocidade ou da direção do fluxo sanguíneo. 

  • Doppler espectral: apresenta a distribuição das velocidades em um gráfico;

  • Doppler contínuo: registra velocidades ao longo de todo o trajeto do feixe, diferentemente do doppler pulsado, esse doppler avalia fluxos sanguíneos intensos


O que é ultrassom com elastografia?

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A elastografia acrescenta aos tipos de ultrassom uma informação que a imagem convencional não apresenta diretamente: o comportamento mecânico dos tecidos. 


O recurso estima a rigidez ou a deformação de uma região e exibe o resultado por meio de mapas coloridos, medidas numéricas ou ambas as formas.


A técnica parte do princípio de que tecidos com composições diferentes respondem de maneira distinta quando recebem uma força. 


Uma área mais rígida tende a se deformar menos ou a permitir uma propagação mais rápida das ondas de cisalhamento do que uma região mais macia.


A elastografia costuma ser aplicada sobre a imagem em modo B. O profissional primeiro localiza a estrutura anatômica, delimita a região de interesse e, depois, aciona o recurso apropriado para comparar ou quantificar a elasticidade.


Os principais tipos de elastografia são:

  • Elastografia por deformação ou strain: avalia quanto o tecido se deforma após uma compressão manual, um movimento fisiológico ou outra força aplicada;

  • Elastografia por ondas de cisalhamento: produz ondas laterais no tecido e mede a velocidade com que elas se propagam;

  • Elastografia pontual: realiza a medição em uma região pequena e previamente selecionada;


Na modalidade strain, o resultado pode sofrer maior influência da pressão aplicada pelo operador. 

Por isso, o sistema costuma apresentar indicadores que ajudam a verificar a estabilidade da compressão antes da aceitação da imagem.


A elastografia por ondas de cisalhamento permite uma avaliação quantitativa. 

O equipamento pode apresentar a velocidade em metros por segundo ou converter o resultado em grandezas relacionadas ao módulo elástico, conforme a tecnologia incorporada ao aparelho. 


O que diferencia o ultrassom convencional do POCUS?

O ultrassom convencional e o POCUS utilizam os mesmos fundamentos físicos para formar imagens. 

A principal diferença está no contexto da avaliação, na extensão do protocolo e na forma como o resultado participa da decisão clínica.


No exame convencional, o paciente costuma ser encaminhado a um serviço de diagnóstico por imagem. 

O profissional realiza uma avaliação sistematizada de determinado órgão ou região, documenta as imagens e produz um relatório conforme o protocolo adotado.


O POCUS, sigla de point-of-care ultrasound, é realizado no local onde o paciente recebe assistência. 

O equipamento chega ao leito, à sala de emergência, ao centro cirúrgico, à ambulância ou ao consultório para responder a uma questão clínica delimitada naquele momento. 


Ultrassom portátil, de console ou ultraportátil?

Os tipos de ultrassom também podem ser classificados pelo formato do equipamento. 

A estrutura física interfere na mobilidade, na ergonomia, na variedade de transdutores, na quantidade de recursos avançados e no fluxo de exames que o sistema consegue sustentar.


O ultrassom de console possui uma unidade montada sobre carrinho, monitor amplo, painel de controle completo e várias portas para transdutores. 


Essa configuração favorece exames prolongados, alto volume de atendimentos e aplicações que exigem recursos avançados.


Os sistemas de console são frequentes em radiologia, cardiologia, saúde da mulher e centros de diagnóstico. 

A área maior de visualização facilita a comparação entre imagens, enquanto o painel físico oferece acesso direto aos principais ajustes.


O ultrassom portátil adota uma estrutura semelhante à de um notebook ou a uma unidade compacta conectada a um carrinho. 


O equipamento pode ser transportado entre setores e utilizado com bateria, sem abandonar necessariamente os modos Doppler e outras ferramentas diagnósticas.


O MX7 comercializado pela Mhédica utiliza a plataforma ZST+, possui tela sensível ao toque personalizável e oferece autonomia de bateria de até oito horas quando ligado a bateria extra. 


O sistema contempla aplicações gerais, cardiovasculares e obstétricas ou ginecológicas. 

A linha Magic (MX3 MX5 E MX6)  representaoutra configuração portátil destinada ao atendimento à beira do leito. O aparelho reúne tecnologias para composição espacial, visualização de pequenos vasos e imagem com contraste, mantendo dimensões adequadas ao deslocamento hospitalar. 


O ultrassom ultraportátil, também chamado de handheld, concentra o sistema em uma sonda ligada a um smartphone ou tablet, por cabo ou conexão sem fio. 


O TE Air utiliza esse formato e foi desenvolvido para aplicações de POCUS em ambientes como a emergência e os cuidados críticos, tudo isso em um equipamento sem fio e sem cobrança de mensalidade


Encontre a configuração de ultrassom ideal na Mhédica

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A Mhédica trabalha com sistemas Mindray de console, portáteis e ultraportáteis, permitindo estruturar o projeto conforme a rotina da instituição.


Entre os equipamentos fixos, o portfólio apresenta o Resona i9, o Nuewa i9 e os modelos da série Consona. 

Essas plataformas atendem aplicações que exigem uma estação completa, tela ampla, ergonomia ajustável e ferramentas destinadas a diferentes áreas clínicas. 


O Resona i9 foi desenvolvido para aplicações avançadas de imagem geral. 

O sistema utiliza a plataforma ZST+, oferece recursos de análise vascular e disponibiliza elastografia por ondas de cisalhamento para a avaliação quantitativa da rigidez dos tecidos. 


O Nuewa i9 possui uma configuração direcionada à saúde feminina e neonatal, com ferramentas para imagens volumétricas e interação 3D ou 4D. 


O sistema dispõe de painel ajustável, monitor de 23,8 polegadas e tela de controle sensível ao toque. 

A série Consona oferece alternativas para exames de rotina e aplicações especializadas. 


Os modelos variam em recursos, tamanho de tela, ergonomia e ferramentas cardiovasculares, o que permite adequar o investimento ao perfil do serviço. 


Na categoria portátil, a Mhédica apresenta equipamentos como:

  • MX7: sistema leve com plataforma ZST+, recursos avançados e bateria de longa duração;

  • MX3, MX5 E MX6: configuração compacta voltada ao diagnóstico à beira do leito;

  • TE7: plataforma móvel direcionada ao POCUS;

  • TE Air: sonda sem fio conectada a um dispositivo móvel. 


A Mhédica oferece venda e locação de sistemas Mindray em Minas Gerais, além de instalação, treinamento e suporte técnico. 


A proposta permite escolher entre diferentes tipos de ultrassom sem separar o equipamento dos serviços necessários à sua implantação. 


Conclusão

Os tipos de ultrassom devem acompanhar a especialidade, o local de uso e a profundidade da investigação clínica. 

Um console avançado, um portátil completo e uma sonda ultraportátil podem atender necessidades distintas dentro da mesma instituição.


Visite o showroom da Mhédica, em Belo Horizonte, para comparar os equipamentos em funcionamento e definir a configuração mais adequada à sua rotina assistencial. 


 
 
 

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