Tipos de ultrassom: da imagem básica ao diagnóstico avançado
- Equipe Mhédica
- há 2 dias
- 9 min de leitura

Os diferentes tipos de ultrassom funcionam a partir do mesmo fenômeno físico: a emissão de ondas acústicas, a interação dessas ondas com os tecidos e a recepção dos ecos pelo transdutor.
O equipamento converte os sinais eletrônicos e sonoros em imagens anatômicas, como registros do fluxo sanguíneo, tanto de forma qualitativa como quantitativa.
O aparelho disponível também influencia as possibilidades.
Por isso, o nome do exame nem sempre descreve apenas o órgão avaliado. Ele também pode indicar o transdutor empregadoe o modo de imagem utilizado para complementar a investigação.
Saiba mais sobre os tipos de ultrassom e como a Mhédica pode te orientar na escolha do melhor modelo para sua instituição.
Por que existem tantos tipos de ultrassom?

Os diferentes tipos de ultrassom existem para cobrir as diversas demandas clínicas
Cada modo processa os ecos de uma forma própria e prioriza determinada informação clínica.
O modo B converte a intensidade dos ecos em pontos com diferentes níveis de brilho.
A disposição desses pontos produz um corte bidimensional que permite reconhecer contornos, espessuras, órgãos, líquidos e alterações estruturais.
Quando o objetivo consiste em acompanhar o deslocamento de uma estrutura, o equipamento precisa privilegiar a resolução temporal.
O modo M registra repetidamente uma única linha e mostra como os elementos atravessados por ela se movimentam ao longo do tempo.
O Doppler atende outra finalidade. Ele utiliza as mudanças de frequência provocadas pelos elementos móveis para estimar características do fluxo, incluindo a direção e a velocidade, conforme a modalidade selecionada.
Os principais fatores que explicam a diversidade incluem:
Profundidade da estrutura examinada;
O tamanho e a composição do órgão;
Necessidade de observar movimentos rápidos;
A presença de vasos e fluxos de diferentes velocidades;
A importância de medir um ponto específico;
A necessidade de reconstrução volumétrica;
A especialidade e o protocolo clínico.
A escolha do transdutor também interfere no resultado. As sondas lineares, convexas, setoriais e volumétricas produzem campos de visão diferentes e trabalham em faixas de frequência adequadas a determinadas profundidades.
Quais são os principais modos de imagem da ultrassonografia?

Os modos de imagem se diferem pela maneira como os ecos são organizados na tela.
Essa classificação inclui recursos destinados à anatomia, ao movimento e à aquisição de volumes.
As diferenças podem ser resumidas da seguinte maneira:
Modo B: produz cortes anatômicos bidimensionais;
Modo M: registra o movimento ao longo do tempo;
Modo 3D: reconstrói um volume estático;
Modo 4D: apresenta volumes tridimensionais sucessivos.
Essas modalidades não competem entre si. O exame 3D depende de uma aquisição anatômica adequada, enquanto o 4D utiliza a mesma lógica volumétrica com atualização contínua.
Os sistemas atuais podem apresentar dois planos simultâneos ou combinar a anatomia com informações de fluxo.
Ultrassom em modo B ou bidimensional
O modo B é o formato anatômico mais utilizado entre os tipos de ultrassom.
A letra vem de brightness, ou brilho, porque a intensidade de cada eco recebido é representada por um ponto mais claro ou mais escuro na tela.
O transdutor envia pulsos acústicos e aguarda o retorno dos ecos. O sistema considera o tempo necessário para cada sinal retornar e calcula a profundidade aproximada da estrutura que o produziu.
Os ecos mais intensos geram pontos claros, enquanto regiões que refletem pouca energia aparecem mais escuras. Os líquidos simples costumam produzir áreas anecoicas, e as interfaces com forte reflexão podem formar imagens hiperecogênicas.
A união de várias linhas cria um corte em duas dimensões. Esse plano apresenta altura e largura, enquanto a profundidade corresponde à distância entre o transdutor e as estruturas mostradas na imagem.
O modo B permite avaliar:
A forma e as dimensões dos órgãos;
A espessura dos tecidos;
A presença de líquidos;
Os contornos e as relações anatômicas;
A textura ultrassonográfica;
A posição de agulhas durante procedimentos;
A área que receberá a amostra Doppler.
A imagem costuma ser atualizada rapidamente conforme o transdutor se move.
Essa característica permite acompanhar o deslizamento dos tecidos, a compressibilidade e a passagem de estruturas pelo campo.
Ultrassom em modo M
O modo M registra o movimento das estruturas atravessadas por uma única linha do feixe ultrassônico. A letra representa motion, ou movimento, e indica que a prioridade desse modo está na variação temporal.
O operador posiciona um cursor sobre a imagem bidimensional e seleciona a região que deseja acompanhar.
O equipamento repete a aquisição naquela direção e organiza os ecos sucessivos em um gráfico contínuo.
A profundidade aparece no eixo vertical, enquanto o tempo avança horizontalmente.
Uma estrutura imóvel forma uma linha estável, ao passo que um elemento em deslocamento produz um traçado ondulado ou inclinado.
Essa construção oferece elevada resolução temporal, porque o sistema não precisa formar repetidamente uma área bidimensional inteira.
O modo M é utilizado principalmente para:
Observar o movimento das paredes cardíacas;
Acompanhar a abertura e o fechamento das válvulas;
Medir dimensões ao longo do ciclo cardíaco;
Documentar a atividade cardíaca embrionária ou fetal;
Avaliar o movimento do diafragma;
Registrar o deslocamento de determinadas interfaces.
Ultrassom tridimensional — 3D
O ultrassom tridimensional reúne múltiplas informações bidimensionais para formar um conjunto volumétrico.
A reconstrução acrescenta o eixo da profundidade aos dois planos já presentes na imagem convencional.
A aquisição pode ocorrer por meio de um transdutor volumétrico, de uma varredura mecanizada ou da movimentação controlada da sonda.
O sistema registra uma sequência de planos e utiliza o software para organizá-los dentro de um volume.
Após o armazenamento, o profissional pode girar a imagem, ajustar o recorte e examinar a anatomia por diferentes perspectivas.
A reconstrução multiplanar permite visualizar planos ortogonais e acessar uma orientação que não foi obtida diretamente pelo transdutor.
Entre os recursos do ultrassom 3D estão:
A visualização simultânea de diferentes planos;
A reconstrução de superfícies;
O cálculo de volumes;
A análise espacial de lesões;
O estudo de cavidades e contornos;
A revisão posterior da aquisição armazenada;
A comunicação visual com a equipe assistencial.
Os tipos de ultrassom tridimensionais também utilizam diferentes formas de renderização.
O sistema pode destacar superfícies, intensidades médias, elementos de maior ecogenicidade ou estruturas hipoecoicas conforme a finalidade da avaliação.
Ultrassom em tempo real — 4D
O ultrassom 4D corresponde à aquisição e à apresentação contínuas de volumes tridimensionais. As três dimensões representam altura, largura e profundidade, enquanto a quarta dimensão corresponde ao tempo.
A denominação “tempo real” precisa ser interpretada com precisão.
O modo B convencional também exibe imagens em movimento, porém trabalha com cortes bidimensionais; o 4D mostra sucessivos volumes 3D durante o movimento da estrutura.
O equipamento adquire um conjunto volumétrico, processa os dados e atualiza a reconstrução repetidamente. O resultado permite observar uma superfície, um órgão ou uma cavidade enquanto a anatomia se movimenta.
O modo 4D pode auxiliar:
A observação de movimentos fetais;
Análise dinâmica de estruturas cardíacas;
A orientação de determinados procedimentos;
O acompanhamento de válvulas e cavidades;
A visualização espacial durante intervenções;
A avaliação de relações anatômicas móveis.
Quais são os diferentes tipos de ultrassom Doppler?

O efeito Doppler surge quando existe movimento relativo entre o transdutor, o feixe e o alvo.
A frequência do eco recebido sofre uma mudança cuja magnitude depende da velocidade, da frequência transmitida e do ângulo de insonação.
Cada modalidade apresenta uma parte diferente da informação.
O Doppler colorido localiza visualmente o fluxo dentro de uma região, enquanto o Doppler espectral organiza as velocidades ao longo do tempo e permite realizar medidas.
O Doppler espectral constitui uma categoria que inclui o Doppler pulsado e o contínuo.
Portanto, os três termos não descrevem modalidades completamente independentes: PW e CW são formas de gerar o espectro velocidade-tempo.
As diferenças centrais incluem:
Doppler colorido: mapeia a direção e a velocidade média sobre o modo B;
Power Doppler (também chamado de Angio Doppler ou Energy Doppler) é um modo de ultrassom que representa a
intensidade (potência) do sinal Doppler, em vez da velocidade ou da direção do fluxo sanguíneo.
Doppler espectral: apresenta a distribuição das velocidades em um gráfico;
Doppler contínuo: registra velocidades ao longo de todo o trajeto do feixe, diferentemente do doppler pulsado, esse doppler avalia fluxos sanguíneos intensos
O que é ultrassom com elastografia?

A elastografia acrescenta aos tipos de ultrassom uma informação que a imagem convencional não apresenta diretamente: o comportamento mecânico dos tecidos.
O recurso estima a rigidez ou a deformação de uma região e exibe o resultado por meio de mapas coloridos, medidas numéricas ou ambas as formas.
A técnica parte do princípio de que tecidos com composições diferentes respondem de maneira distinta quando recebem uma força.
Uma área mais rígida tende a se deformar menos ou a permitir uma propagação mais rápida das ondas de cisalhamento do que uma região mais macia.
A elastografia costuma ser aplicada sobre a imagem em modo B. O profissional primeiro localiza a estrutura anatômica, delimita a região de interesse e, depois, aciona o recurso apropriado para comparar ou quantificar a elasticidade.
Os principais tipos de elastografia são:
Elastografia por deformação ou strain: avalia quanto o tecido se deforma após uma compressão manual, um movimento fisiológico ou outra força aplicada;
Elastografia por ondas de cisalhamento: produz ondas laterais no tecido e mede a velocidade com que elas se propagam;
Elastografia pontual: realiza a medição em uma região pequena e previamente selecionada;
Na modalidade strain, o resultado pode sofrer maior influência da pressão aplicada pelo operador.
Por isso, o sistema costuma apresentar indicadores que ajudam a verificar a estabilidade da compressão antes da aceitação da imagem.
A elastografia por ondas de cisalhamento permite uma avaliação quantitativa.
O equipamento pode apresentar a velocidade em metros por segundo ou converter o resultado em grandezas relacionadas ao módulo elástico, conforme a tecnologia incorporada ao aparelho.
O que diferencia o ultrassom convencional do POCUS?
O ultrassom convencional e o POCUS utilizam os mesmos fundamentos físicos para formar imagens.
A principal diferença está no contexto da avaliação, na extensão do protocolo e na forma como o resultado participa da decisão clínica.
No exame convencional, o paciente costuma ser encaminhado a um serviço de diagnóstico por imagem.
O profissional realiza uma avaliação sistematizada de determinado órgão ou região, documenta as imagens e produz um relatório conforme o protocolo adotado.
O POCUS, sigla de point-of-care ultrasound, é realizado no local onde o paciente recebe assistência.
O equipamento chega ao leito, à sala de emergência, ao centro cirúrgico, à ambulância ou ao consultório para responder a uma questão clínica delimitada naquele momento.
Ultrassom portátil, de console ou ultraportátil?
Os tipos de ultrassom também podem ser classificados pelo formato do equipamento.
A estrutura física interfere na mobilidade, na ergonomia, na variedade de transdutores, na quantidade de recursos avançados e no fluxo de exames que o sistema consegue sustentar.
O ultrassom de console possui uma unidade montada sobre carrinho, monitor amplo, painel de controle completo e várias portas para transdutores.
Essa configuração favorece exames prolongados, alto volume de atendimentos e aplicações que exigem recursos avançados.
Os sistemas de console são frequentes em radiologia, cardiologia, saúde da mulher e centros de diagnóstico.
A área maior de visualização facilita a comparação entre imagens, enquanto o painel físico oferece acesso direto aos principais ajustes.
O ultrassom portátil adota uma estrutura semelhante à de um notebook ou a uma unidade compacta conectada a um carrinho.
O equipamento pode ser transportado entre setores e utilizado com bateria, sem abandonar necessariamente os modos Doppler e outras ferramentas diagnósticas.
O MX7 comercializado pela Mhédica utiliza a plataforma ZST+, possui tela sensível ao toque personalizável e oferece autonomia de bateria de até oito horas quando ligado a bateria extra.
O sistema contempla aplicações gerais, cardiovasculares e obstétricas ou ginecológicas.
A linha Magic (MX3 MX5 E MX6) representaoutra configuração portátil destinada ao atendimento à beira do leito. O aparelho reúne tecnologias para composição espacial, visualização de pequenos vasos e imagem com contraste, mantendo dimensões adequadas ao deslocamento hospitalar.
O ultrassom ultraportátil, também chamado de handheld, concentra o sistema em uma sonda ligada a um smartphone ou tablet, por cabo ou conexão sem fio.
O TE Air utiliza esse formato e foi desenvolvido para aplicações de POCUS em ambientes como a emergência e os cuidados críticos, tudo isso em um equipamento sem fio e sem cobrança de mensalidade
Encontre a configuração de ultrassom ideal na Mhédica

A Mhédica trabalha com sistemas Mindray de console, portáteis e ultraportáteis, permitindo estruturar o projeto conforme a rotina da instituição.
Entre os equipamentos fixos, o portfólio apresenta o Resona i9, o Nuewa i9 e os modelos da série Consona.
Essas plataformas atendem aplicações que exigem uma estação completa, tela ampla, ergonomia ajustável e ferramentas destinadas a diferentes áreas clínicas.
O Resona i9 foi desenvolvido para aplicações avançadas de imagem geral.
O sistema utiliza a plataforma ZST+, oferece recursos de análise vascular e disponibiliza elastografia por ondas de cisalhamento para a avaliação quantitativa da rigidez dos tecidos.
O Nuewa i9 possui uma configuração direcionada à saúde feminina e neonatal, com ferramentas para imagens volumétricas e interação 3D ou 4D.
O sistema dispõe de painel ajustável, monitor de 23,8 polegadas e tela de controle sensível ao toque.
A série Consona oferece alternativas para exames de rotina e aplicações especializadas.
Os modelos variam em recursos, tamanho de tela, ergonomia e ferramentas cardiovasculares, o que permite adequar o investimento ao perfil do serviço.
Na categoria portátil, a Mhédica apresenta equipamentos como:
MX7: sistema leve com plataforma ZST+, recursos avançados e bateria de longa duração;
MX3, MX5 E MX6: configuração compacta voltada ao diagnóstico à beira do leito;
TE7: plataforma móvel direcionada ao POCUS;
TE Air: sonda sem fio conectada a um dispositivo móvel.
A Mhédica oferece venda e locação de sistemas Mindray em Minas Gerais, além de instalação, treinamento e suporte técnico.
A proposta permite escolher entre diferentes tipos de ultrassom sem separar o equipamento dos serviços necessários à sua implantação.
Conclusão
Os tipos de ultrassom devem acompanhar a especialidade, o local de uso e a profundidade da investigação clínica.
Um console avançado, um portátil completo e uma sonda ultraportátil podem atender necessidades distintas dentro da mesma instituição.
Visite o showroom da Mhédica, em Belo Horizonte, para comparar os equipamentos em funcionamento e definir a configuração mais adequada à sua rotina assistencial.




Comentários